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Facebook e Instagram bloqueiam conta de Trump por tempo indeterminado

Publicado por Redação em 08/01/2021 às 14:28

 
As contas de Donald Trump no Facebook e Instagram foram bloqueadas por tempo indeterminado. O presidente executivo das redes sociais, Mark Zuckemberg, disse que o atual presidente dos Estado Unidos ficará impedido de fazer publicações, pelo menos até o dia 20 de janeiro, data em que o Joe Biden tomará posse nos EUA. 

"Acreditamos que os riscos de permitir que o Presidente continue usando os nossos serviços durante esse período são simplesmente muito grandes", escreveu Zuckerberg.

"Portanto, estamos estendendo indefinidamente o bloqueio que tínhamos imposto nas contas do Facebook e Instagram, e por pelo menos as duas próximas duas semanas, até que a transição pacífica de poder seja completa", continuou.

A platafoma de streaming Twitch também bloqueou o canal de Trump por tempo indeterminado, nesta quinta. É a segunda vez que ele fica impedido de usar a ferramenta. A primeira, em junho, foi por divulgar conteúdo de ódio durante a campanha eleitoral.

Durante o ato violento no Congresso, na tarde da última quarta, 
Na quarta-feira, antes da invasão do Congresso, Trump participou de uma das manifestações de seus apoiadores em Washington. Ao discursar, incentivou que os simpatizantes fossem até o Capitólio para pressionar os republicanos a apoiarem seus esforços para reverter a derrota nas urnas. 

Após a invasão, a sessão que certificaria a vitória de Joe Biden por deputados e senadores foi suspensa. Uma mulher foi baleada e morta no tumulto. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Trump voltou a repetir falsas alegações de fraude, já rejeitadas por eleitorais dos dois partidos e por diversos tribunais estaduais e federais. 

Facebook, YouTube e Instagram chegaram a remover um vídeo do presidente com esse conteúdo. O Twitter tirou 3 posts do ar e restringiu o engajamento de outros. Mas muitos usuários cobraram as redes sociais de medidas mais drásticas.

À noite, Twitter, Facebook e Instagram bloquearam a conta de Trump temporariamente.

A restrição no Facebook e Instagram valeria por 24 horas. O Twitter deu tempo mínimo de 12 horas, já vencido, mas condicionou o desbloqueio à exclusão de 3 tuítes específicos que foram suspensos por violações das políticas da plataforma, e não podem mais ser vistos, mas ainda precisariam ser deletados pelo dono do perfil. "Se não, a conta continuará fechada", disse a empresa.

Medida inédita

A decisão de bloquear a conta de Trump por tempo indeterminado é a mais dura punição imposta pelo Facebook relacionada com a moderação dos perfis do presidente americano. Em outra ocasião, em agosto de 2020, a rede social removeu um post que continha desinformação sobre Covid-19.

Durante as eleições presidenciais nos EUA, a plataforma incluiu um selo em posts que declaravam fraude eleitoral ou "vitória antecipada", sem remover os conteúdos.

O Twitter chegou a bloquear uma conta de campanha de Trump por desinformação sobre Covid-19 em agosto de 2020, e limitou o alcance de tuítes que colocavam dúvidas sobre a apuração das eleições dos EUA em novembro passado.

“Como resultado da atual situação violenta sem precedentes em Washington, exigimos a remoção de três tuítes publicados hoje mais cedo na conta @realDonaldTrump por infrações graves e reiteradas de nossa política de integridade física”. Assim o Twitter explicou que havia bloqueado a conta do presidente Trump, após este ter encorajado as revoltas desta quarta-feira em Washington. 

Desta vez, a rede social ameaçou banir permanentemente o perfil do presidente caso ocorram novas violações às políticas da plataforma.

Veja a publicação de Mark Zuckerberg feita nesta quinta (7):



Os principais líderes mundiais assistiram com espanto ao ataque à sede do Congresso dos EUA por manifestantes instigados pelo presidente Donald Trump. A seriedade dos acontecimentos no Capitólio dos Estados Unidos levou à condenação de grande parte dos líderes mundiais, que concordam em pedir calma e respeitar a vontade das urnas.

Já no Brasil, o presidente Jair Bolsonaro conversou com apoiadores nesta quinta-feira (6) e voltou a falar em fraudes nas eleições americanas. Bolsonaro defendeu ainda a utilização do voto impresso nas eleições de 2022, caso o contrário, de acordo com o presidente, o Brasil irá enfentrar problemas semelhantes ou piores que os dos Estados Unidos.

"Eu acompanhei tudo aí. Você sabe que eu sou ligado ao Trump. Então você já sabe qual a minha resposta aqui", respondeu o presidente. "Agora, muita denúncia de fraude, muita denúncia de fraude. Eu falei isso há um tempo e a imprensa falou 'sem provas, o presidente Bolsonaro falou que teve, foi fraudada as eleições americanas [sic]'."

A apoiadora então perguntou se "essas eleições agora também foram fraudadas", aparentemente referindo-se às eleições municipais de novembro de 2020, e Bolsonaro respondeu que acredita que a sua eleição, em 2018, foi fraudada. 

"Não, essa nova eleição (de 2020) que você quer dizer? Porque a minha foi fraudada. Eu entendo, eu tenho indícios de fraude na minha eleição", disse. "Era para ter ganho no primeiro turno". 

O presidente ainda repetiu notícias falsas contra a segurança das urnas eletrônicas. "Ninguém reclamou que foi votar no 13 e a maquininha não respondia. O contrário, quem ia votar no 17, não funcionava ou para alguns aparecia o 13 lá", disse, referindo-se aos números eleitorais do PT e do PSL, seu partido em 2018. 

Desde sua eleição, Bolsonaro afirma que houve fraude na disputa, mas jamais apresentou qualquer indício ou prova disso.

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