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Eleição no Senado: PT deve apoiar Rodrigo Pacheco, do DEM; PSDB avalia aliança com MDB

Publicado por Redação em 08/01/2021 às 14:11

 
Integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT) irão se reunir na próxima semana para definir que será apoiado na eleição para a presidência do senado, que acontece em fevereiro. A tendência é que o Partido dos Trabalhadores, que tem uma bancada formada por 6 senadores, apoie o candidato Rodrigo Pacheco do Democratas. 

O mesmo candidato será apoiado pelo Partido Social Democrático (PSD), que possui 11 cadeiras no senado, e também pelo atual presidente do senado Davi Alcolumbre, que não pode concorrer à reeleição.

Aos 44 anos, Pacheco é formado em Direito e está na primeira legislatura no Senado. Anteriormente, já havia ocupado cargo de deputado federal. Alcolumbre chegou a enfrentar resistência de colegas para emplacar Pacheco com seu sucessor.

Confira a nota oficial do PSD

A Bancada do Partido Social Democrático (PSD) decidiu, por unanimidade, na noite desta terça-feira (5/1), em reunião virtual, concretizar o apoio à candidatura do senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), à presidência do Senado Federal.

O PSD entende que o senador Rodrigo Pacheco reúne todas as condições para presidir, contribuir e garantir as tradições políticas, administrativas e legais que regem o funcionamento do Senado Federal.

'Boa impressão'

Em busca de apoio, Pacheco já teve conversas preliminares com senadores do PT e deixou, nos petistas, uma "boa impressão", segundo relatos.

"Para nós, a coisa mais importante é o debate sobre a independência do Legislativo, o papel do Congresso e a defesa do estado democrático de direito. E, nesses aspectos, [Pacheco] deixou uma boa impressão. É uma tendência neste momento [o PT apoiá-lo]", disse Humberto Costa (PT-PE).

A legenda também articula espaços na Mesa Diretora do Senado e na presidência da Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

Os votos petistas também têm sido buscados por integrantes do MDB. Os senadores do PT, contudo, têm resistência aos nomes de Simone Tebet, Fernando Bezerra e Eduardo Gomes, os dois últimos líderes do governo Jair Bolsonaro.

Por outro lado, o PSDB, que conta com 7 senadores, avalia formar aliança com o MDB, maior bancada do Senado, com 13 representantes. Os tucanos aguardam a definição do candidato do partido para oficializar o apoio.

Uma eventual composição PSDB-MDB não seria inédita. Em 2017, por exemplo, Eunício Oliveira (MDB-CE) foi eleito presidente do Senado, e Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), o vice.

Em dezembro, o MDB informou que terá candidato na disputa. O nome, contudo, ainda não foi escolhido. Quatro estão cotados:

Eduardo Braga (MDB-AM), líder do partido no Senado;
Simone Tebet (MDB-MS), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ);
Fernando Bezerra (MDB-PE), líder do governo no Senado;
Eduardo Gomes (MDB-TO), líder do governo no Congresso;

Uma sigla manifestar apoio a um candidato não significa dizer que todos os integrantes do partido votarão no nome escolhido.

Como a votação é secreta, pode haver dissidências. Mas, diferentemente do que ocorre na Câmara, senadores de um partido costumam votar unidos em um mesmo candidato.

Outra diferença em relação à Câmara é que, no Senado, não é praxe haver lançamento de candidaturas. As negociações costumam ser articuladas nos bastidores, com a oficialização dos postulantes somente no dia da eleição.

Grupo que tem representantes de Podemos, Cidadania e PSL, entre outros, o "Muda Senado" também deixou para a segunda quinzena de janeiro reunião para fechar posicionamento.

O grupo teme que Rodrigo Pacheco represente a continuidade da gestão de Alcolumbre, com a qual está descontente. Dois nomes já manifestaram vontade em disputar: Major Olimpio (PSL-SP) e Jorge Kajuru (Cidadania-GO).

Uma das lideranças do grupo, Alessandro Vieira (Cidadania-SE), no entanto, afirmou que os postulantes terão de viabilizar as candidaturas junto a senadores de outras correntes. Caso contrário, avalia, o "Muda Senado" apoiará a candidatura que seja "mais próxima aos compromissos que o grupo cobra"

"Não podemos ter mais dois anos de uma gestão que não faça reunião da Mesa e que engavete até requerimento de informação a ministérios", disse.

Líder do Cidadania, Eliziane Gama (MA) já manifestou apoio a Simone Tebet. Alessandro Vieira disse ter bom relacionamento com Simone, que, na avaliação dele, é uma “grande parlamentar”, mas ele declarou que ainda não há consenso para apoio à emedebista.

PP

O presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), disse que a bancada, que tem 7 integrantes, decidirá na próxima semana quem apoiará na disputa pela presidência do Senado.

O partido, atualmente, integra bloco Unidos pelo Brasil, ao lado do MDB e do Republicanos, mas tem feito várias reuniões com Rodrigo Pacheco.

Nogueira, que também está envolvido na sucessão na Câmara dos Deputados, com a candidatura de Arthur Lira (PP-AL), não quis antecipar quem a legenda apoiará no Senado.

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