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Instituto Butantan dispõe de unidade industrial para fabricação e vacinas mas é ironizado pelo Presidente da República

Publicado em 01/08/2020 às 17:49



Países que se dispõem a participar de testes clínicos de 3ª. fase na produção de vacinas, os chamados estudos randomizados e “duplo cego”, ou seja, que guardam proporções com os perfis populacionais e um grupo recebe a vacina e outro um placebo que é, também, o nome dado a uma substância diferente da vacina, costumam ter prioridade na aquisição de doses para vacinação.
Esse é o acordo feito entre o Instituto Butantan e a Sinovac, empresa farmacêutica chinesa que está trabalhando em parceria com o Brasil para produzir uma vacina nas plantas industriais do Instituto, o maior fabricante de vacinas da América Latina.
O Butantan já produz vacinas utilizando a metodologia conhecida por “multiplicação e inativação dos vírus em células vero” que são obtidas a partir de rins de macacos.
Os vírus passam por um processo de inativação química mas conservam a capacidade de induzir uma resposta do organismo humano que produz anticorpos capazes de neutralizar os vírus capazes de desencadear os efeitos danosos à saúde.
É essa vacina que o presidente da República vem procurando ironizar, chamando-a de vacina chinesa e, também, deixando a definição científica do coronavírus para se referir, de forma pejorativa, ao “vírus chinês”.
Como se depreende o Brasil e, mais ainda, Mato Grosso pode ser duplamente prejudicado caso a China, por um incidente diplomático, interrompa a parceria e deixe de fornecer os insumos que o Instituto Butantan precisa numa primeira fase, e o Estado pela possibilidade de redirecionar a aquisição de soja, milho e proteína animal.
A China é o maior parceiro comercial do Brasil e se deixar de comprar a soja que Mato Grosso produz não há qualquer possibilidade de se conseguir novos mercados com a mesma capacidade de compra que tem o mercado chinês.
É um cruzada diplomática arriscada e, para dizer o mínimo, imbecilizada.
O AGRONEGÓCIO DE MATO GROSSO, COM UMA DIPLOMACIA INCOMPETENTE COMO A CONDUZIDA PELO BRASIL, CORRE O RISCO DE SE INVIABILIZAR POR ATITUDES CORROSIVAS ÀS BOAS RELAÇÕES QUE O BRASIL SEMPRE TEVE COM A CHINA.

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