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Por que os preços de remédios e equipamentos sobem numa pandemia?

Publicado em 29/06/2020 às 15:47



Há situações bastante particulares entre países durante uma pandemia que provocam a elevação repentina de preços.
A análise fica, no entanto, agora, restrita ao Brasil.
O Brasil vem sofrendo um processo de desindustrialização crônica e, paulatinamente o parque industrial brasileiro, que já foi o maior contribuinte do Produto Interno Bruno, foi caindo progressivamente.
Hoje vemos – tirante casos de corrupção – que os preços dos respiradores, para ficar num exemplo, atingiram preços que variaram de 30 a 90.000 reais e, em alguns casos, até mais.
Ocorre que o Brasil abriu mão de sua produção própria e não mais do que duas indústrias se mantiveram, de forma capenga, nesse setor e com produtos ultrapassados.
Em outras palavras, antes da pandemia era melhor e mais barato importar e revender no mercado interno.
A indústria de equipamentos hospitalares foi sucateando ao ponto do Brasil não produzir mais macas ou camas hospitalares. Tudo é importado de um país que se tornou, na prática, o chão de fábrica do mundo: a China.
Assim, ventiladores mecânicos, tiveram que ser pagos antecipadamente e entrar numa escala de produção e as entregas não foram todas cumpridas apesar dos preços elevados que se pagou por esses equipamentos.
Fármacos, com os compostos curarímicos, aqueles que paralisam músculos e permitem a realização de cirurgias e até mesmo a intubação, já estão em falta no mercado e os preços já triplicaram. Sedativos e anestésicos também estão na mesma situação, embora o principal fornecedor, nesse caso, seja a Índia.
O Brasil, lamentavelmente, entrou na onda da globalização e esqueceu a sua indústria de insumos estratégicos e agora paga um preço elevado para ter remédios e isso quando tem.
O complexo da saúde de que tanto se falava acabou esquecido e o Brasil se tornou um país farmacodependente, ou seja, um país onde os Laboratórios apenas fazem o encapsulamento dos princípios ativos importados. Para ficar mais claro, abandonamos a nossa indústria de medicamentos a ponto de não se fabricar, internamente, sequer antibióticos.
A pandemia vem dando uma dura lição ao país que precisa se livrar de um grupo de intermediários que desmontou indústrias porque é mais fácil ganhar dinheiro importando e sem necessidade de correr riscos em investimentos industriais.
PORTANTO,
EVITE AGLOMERAÇÕES JÁ QUE NESSAS CONDIÇÕES ONDE JÁ HÁ FALTA DE MEDICAMENTOS EM UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA OU, NO MÍNIMO, DIFICULDDE PARA REPOR ESTOQUES, O MELHOR REMÉDIO É A PREVENÇÃO.
FIQUE EM CASA E CUMPRA AS INSTRUÇÕES DAS AUTORIDADES DE SAÚDE.
PROTEJA-SE!

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